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9 de abril de 2011


“Existem coisas que, sozinhos, não conseguimos mudar. Eu sempre fico triste quando vejo alguém jogado na rua, à margem desse sistema. Mas se eu ficar triste, só triste, eu serei mais uma a aumentar as tristezas no mundo. E a tristeza só consegue nos deixar fracos e inertes. O que o mundo precisa é de um exército de gente feliz, capaz de doar um pouco de si e do que sabe, capaz de fazer a diferença na vida de algumas pessoas. Meus braços não são do tamanho do mundo, mas foram feitos no tamanho exato de abraçar alguém.”

Rita Apoena

19 de fevereiro de 2011


— E você, por que desvia o olhar?

(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarrá-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)

— Ah. Porque eu sou tímida.

Rita Apoena

13 de fevereiro de 2011


"...encha o peito com mais de trezentos suspiros.
 Quando estiver bem levinho, solte as amarras… e flutue."

Rita Apoena

18 de dezembro de 2010


"Não é que o mundo seja só ruim e triste.
É que as pequenas notícias não saem nos grandes jornais. 
Quando uma pena flutua no ar por oito segundos ou a menina abraça o seu grande amigo, 
nenhum jornalista escreve a respeito. Só os poetas o fazem." 

Rita Apoena

1 de dezembro de 2010


"Entao eu disse a mim que o mundo no qual eu acreditava 
haveria de existir em algum lugar! 
Nem que fosse apenas dentro de mim." 

Rita Apoena