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23 de outubro de 2011

Minha bela dama


My Fair Lady conta a história de uma vendedora de flores bastante rude e do professor Henry Higgins. A moça passa por aulas de dicção e postura por causa de uma aposta feita entre ele e o amigo Hugh Pickering, dizendo ser capaz de transformar uma simples vendedora de flores numa dama da alta sociedade, num espaço de seis meses.Um musical divertido, com canções inesquecíveis como I Could Have Danced All Night. O talento de Audrey Hepburn é demonstrado nas expressões e transformações na postura de Eliza, que vai evoluindo no decorrer do filme, mas sem perder sua personalidade forte.



O mais interessante em My Fair Lady é que trata-se de uma história de amor completamente atípica. Não temos um casal apaixonado, trocando juras de amor. Não há um único beijo no filme. A relação de Eliza e Henry é extremamente tensa, o amor fica velado, sem que nenhum dos dois seja capaz de admitir. O tom de comédia também é muito forte. Eliza é bastante atrapalhada e suas atitudes arrancam risadas do público como na cena em que vai acompanhar uma corrida de cavalos. Ainda assim levou multidões aos cinemas para sonhar com aquele conto de fadas.


Audrey Hepburn foi a grande cinderela dos anos 60/70 de Hollywood, não há dúvidas. Com sua beleza e sua classe, protagonizou histórias de amor inesquecíveis como Sabrina, Bonequinha de luxo ou Cinderela em Paris. Mas, quando seu nome foi o escolhido para interpretar Eliza Doolittle nos cinemas, a polêmica foi grande. Primeiro, porque a atriz não tinha uma voz tão potente para o musical, depois porque Eliza estava sendo interpretada há anos por Julie Andrews na Broadway. Os estúdios acharam que Julie não tinha experiência cinematográfica, mas o público achou tão absurdo que ela foi convidada para estrelar Mary Poppins, que acabou lhe rendendo o Oscar de melhor atriz no mesmo ano. Com toda a polêmica, Audrey ficou incomodada em ser dublada pela cantora Marni Nixon e gravou todas as músicas que foram mixadas em duas vozes. O resultado é muito interessante. Mas, os agudos mais altos são mesmo da dubladora, que tem um timbre bem parecido com o de Julie Andrews. A semelhança fez com que algumas pessoas achassem que era ela quem cantava. A única coisa que não gosto no filme é isso... Falar que Audrey Hepburn não seria capaz de fazer é uma enorme mentira com a grande atriz que ela é, não tirando o merito de   Julie Andrews. A prova disso é que o filme está na 8ª colocação na Lista dos 25 maiores Musicais Americanos de todos os tempos, idealizada pelo American Film Institute (AFI) e divulgada em 2006. E ganhou 8 oscars, foi ainda indicado a mais 4. Ganhou 3 globos de ouro, foi ainda indicado a mais 2, incluindo melhor atriz. Ganhou 1 BAFTA e foi indicado a mais 1. Dentre outros prêmios e indicações. Esse filme é um clássico e um sucesso que vale à pena ser visto. Veja algumas fotos:





Cinderela em Paris

Funny Face

Um famoso fotógrafo de modas, Dick Avery (Fred Astaire), trabalha para a Quality Magazine, uma conceituada revista feminina. Dick cumpre as determinações da editora da revista, Maggie Prescott (Kay Thompson), que não está satisfeita com os últimos resultados e tenta encontrar um "novo rosto". Dick o acha em Jo Stockton (Audrey Hepburn), uma balconista de uma livraria e filósofa amadora no Greenwich Village onde um ensaio fotográfico ocorrera recentemente. Após certa resistência, Maggie aceita Jo como a modelo que irá à Paris para fotografar e ser o símbolo da Quality. Jo só concorda pois lá poderá conhecer Emile Flostre (Michel Auclair), um intelectual cujas idéias ela idolatra. Entretanto, ao chegarem em Paris as coisas não correm como o planejado. 

Audrey Hepburn

(Jo Stockton)
Fred Astaire

(Dick Avery)

Neste clássico indicado ao Oscar, lançado em 1957, Fred Astaire e Audrey Hepburn, juntam seus talentos, cantando e dançando pelos boulevares de Paris neste musical eterno. Filmado em locações em Paris, este romântico musical apresenta memoráveis canções. Veja uma parte da música "Funny Face":

"I love your funny face 
your sunny, funny face 
Though you're a cutie
with more than beauty
you've got alot of
personal-i-ty for me"

19 de outubro de 2011

Quando Paris delira














Paris - When It Sizzles 
                                      1964 (EUA)

Alexander Meyerheim (Noel Coward) é um produtor de Hollywood que contratou Richard Benson (William Holden), um roteirista, pois gostou do título da história prometida por ele: "A Moça que Roubou a Torre Eiffell". Porém, nenhuma das 138 páginas que deveriam existir foram escritas, pois em vez de trabalhar no roteiro Benson ficou bebendo e se divertindo. Dois dias antes da chegada do produtor a Paris, Richard contrata Gabrielle Simpson (Audrey Hepburn), uma secretária temporária, para ajudá-lo a fazer o trabalho. Porém, o serviço toma um rumo inesperado.

Audrey Hepburn

(Gabrielle Simpson)
William Holden

(Richard Benson)













Após ser contratado por Alexander Meyerheim, produtor de Hollywood, para escrever em Paris o roteiro de seu próximo filme, a um preço de US$ 5 mil/semana, Richard Benson passa quase cinco meses sem iniciar o trabalho, gastando seu dinheiro nas praias de Saint-Tropez e Antibes, em touradas na Espanha, no Cassino de Monte Carlo e com muitas garrafas de vodca.


Ao tomar conhecimento que Meyerheim vai chegar à Paris dentro de dois dias para reclamar o roteiro encomendado, Benson contrata uma secretária temporária, Gabrielle Simpson, para ajudá-lo com a parte de datilografia. Gabrielle assusta-se com o pouco tempo de que dispõem para a realização do trabalho, principalmente quando ele lhe confessa que não chegou nem a pensar em como desenvolver a trama. A única coisa que sabe é que o filme deverá chamar-se "A Garota Que Roubou a Torre Eiffel".



Os dois começam a trabalhar. Em menos de dez minutos, diversos roteiros são iniciados e em seguida rasgados, pois Benson não se sente satisfeito com as idéias que tem tido. Depois que ela comenta sobre seu programa para o Dia da Bastilha, o domingo em que o roteiro deverá estar concluído, ele pega um gancho em sua história e modifica completamente a linha que vinha adotando.



Ao longo do trabalho, Gabrielle vai-se identificando com a garota do filme, Gabi, ao mesmo tempo em que começa a se sentir envolvida sentimentalmente com Benson. Ao terminarem o roteiro, na manhã do dia em que Meyerheim deverá chegar à Paris, ela se despede de Benson, lamentando que o filme não tenha tido um final feliz.



Depois que Gabrielle parte, ele toma consciência de que também se sente envolvido por ela, uma bela garota bem mais nova que ele, mas que, acredita ser a pessoa ideal para dar um novo rumo à sua vida desregrada. Assim, jogando para o alto o roteiro recém concluído, ele vai ao seu encontro, a quem propõe a feitura de um novo roteiro com final feliz.


 "Quando Paris alucina" é um filme inocente e despretensioso, realizado com uma leveza que Hollywood foi perdendo aos poucos, até se transformar nessa máquina pesada demais, comprometida demais, preocupada demais, em que o humor oscila entre o escatológico e o besteirol, com as exceções de sempre.



Para que gosta de cinema, esse filme é fascinamente, pois mostra como um roterista cria um filme. E o papel não poderia ter sido feito melhor, William Holden consegue demostrar toda a paixão que um roteirista passa quando está escrevendo, criando uma obra de arte. Porém, Audrey Hepburn impregna o filme com sua personagem e personalidade, trazendo todas as atenções para ela (talvez nenhuma outra atriz pudesse fazê-lo).

17 de outubro de 2011


"Pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas: jamais jogue alguém fora."

Audrey Hepburn

"Eu amo as pessoas que me fazem rir. Sinceramente, acho que é a coisa que eu mais gosto, rir. Cura uma infinidade de males. É provavelmente a coisa mais importante em uma pessoa.”

Audrey Hepburn

A queridinha Audrey Hepburn

Audrey como Holly Golightly em Breakfast at Tiffany's
 
Audrey Kathleen Ruston, nasceu em 4 de Maio de 1929 em Bruxelas, capital da Bélgica. 
Era a única filha de Joseph Anthony Ruston - um banqueiro rico britânico-irlandês - e Ella van Heemstra - uma baronesa holandesa descendente de reis ingleses e franceses -. Seu pai anexou o sobrenome Hepburn, e Audrey se tornou Audrey Hepburn-Ruston.

Audrey quando criança
  
Os pais de Audrey se divorciaram quando ela tinha 9 anos. Para manter a jovem afastada das brigas familiares, sua mãe enviou-a para um internato na Inglaterra, onde ela se apaixonou pela dança, aprendendo balé. Todavia, em 1939 estouraria a Segunda Guerra Mundial, e a Inglaterra declarou guerra à Alemanha. A mãe de Audrey decidiu então levá-la para viver na Holanda, país neutro que - ela imaginava - não seria invadido pelos alemães. 

A situação na Holanda foi bem diferente da planejada. Quando da ocupação alemã, durante a 2ª Guerra Mundial, participou do esforço anti-nazista, período em que sofreu de má nutrição e depressão. Audrey teve muitas vezes de comer folhas de tulipa para sobreviver. Com o fim da Guerra, Audrey e sua mãe mudaram-se para a Inglaterra, onde ingressou na prestigiada escola de dança Marie Lambert. Mas sua professora foi categórica: ela era alta demais e não tinha talento suficiente para tornar-se uma bailarina prima. Desiludida, passou a trabalhar como corista e modelo fotográfica para garantir o sustento da família.  Até ser descoberta por um produtor, quando teve uma pequena participação no filme holandês “Nederlands in Zeven Lessen”, em 1948.

Audrey em seu papel estreante em   Nederlands in Zeven Lessen

Antes de conseguir o estrelato com seu primeiro filme americano, “A Princesa e o Plebeu“, 1953, quando arrebatou o Oscar de Melhor Atriz e  Hollywood amou-a imediatamente, Audrey participou de diversos filmes britânicos e franceses. Em sua carreira de sucesso, foi ainda indicada ao Oscar de Melhor Atriz por suas atuações em “Sabrina”, “Uma Cruz à Beira do Abismo”, “Bonequinha de Luxo” e “Um Clarão nas Trevas”.

Audrey estrelando Princesa Ann em a Princesa e o Plebeu
Audrey estrelando Sabrina, que rendeu-lhe a segunda indicação ao Oscar.
 Audrey se apaixonou por Mel Ferrer durante uma temporada na Broadway. Os dois foram apresentados por Gregory Peck em uma festa em 1954 e se casaram em setembro daquele ano. O filho de Audrey e Mel, Sean, nasceria em 1960. 

Audrey com Mel Ferrer e seu primeiro filho,  Sean  
  
Mas as coisas não foram fáceis até aquele momento: Audrey sofreu diversos abortos. A atriz queria mais do que tudo ser mãe, e as gravidezes falhadas deixaram-na extremamente deprimida. Para animar a esposa, Mel sugeria que trabalhasse. Eles gravaram juntos Guerra e Paz.

Audrey estrelando Natasha Rostova em Guerra e paz
 Ela estrelaria três comédias-românticas (Cinderela em Paris, Amor na Tarde e A Flor que não morreu), um drama (Uma cruz a beira do abismo, que rendeu-lhe a terceira indicação ao Oscar e afastou qualquer dúvida sobre seu talento) e um faroeste (O passado não perdoa). 

Audrey estrelando irmã luke em  Uma cruz a beira do abismo, que rendeu-lhe a terceira indicação ao Oscar
 Após um ano e meio de licença-maternidade, voltou a Hollywood para estrelar Bonequinha de Luxo, em um papel que a transformaria em um ícone e pelo qual seria lembrada para sempre. Por viver Holly Golightly ela receberia sua quarta indicação ao Oscar.  Para o filme “Bonequinha de Luxo”, Henry Mancini compôs “Moon River” especialmente para ela. Ganhadora do Oscar de Melhor Canção, “Moon River” tem centenas de gravações, mas a dela é inquestionavelmente a melhor. 



Pouco tempo depois filmou Infâmia, Charada e Quando Paris alucina. Em 1963, recebeu o papel principal do musical My fair lady, o da vendedora de flores Eliza Doolittle. Entretanto, a voz de Audrey não foi utilizada durante as canções, sendo dublada. Isso deixou a atriz extremamente aborrecida e fez com que abandonasse as gravações por um dia. Audrey não foi indicada ao Oscar por esse papel - fato que até hoje é considerado uma injustiça - devido à dublagem e também pela não-escolha de Julie Andrews (que interpretara Eliza na Broadway) para o papel. 

Audrey estrelando   Eliza Doolittle em My Fair Lady  
 Em seguida gravaria Como roubar um milhão de dólares, Um caminho a dois e Um clarão nas trevas, este último dirigido por seu esposo em uma falha tentativa de salvar seu casamento. Audrey Hepburn e Mel Ferrer se divorciaram em dezembro de 1968. Ela decidiu parar de atuar e se casaria novamente apenas seis semanas após o divórcio, com o psiquiatra italiano Andrea Dotti, que conheceu em um iate. Audrey deu a luz a seu segundo filho, Luca Dotti, em 1970. 

Audrey e seu segundo filho,  Luca Dotti

Decidiria voltar a atuar em 1976, estrelando Robin e Marian. Três anos mais tarde retornaria à cena em A herdeira.Pediu o divórcio em 1980 e o processo se formalizou em 1982. Neste período, gravou Muito riso e muito alegria, e no fim das filmagens conheceu Robert Wolders. Tornaram-se grandes amigos e viveram juntos até a morte de Audrey. 

Audrey e  Robert Wolders
 Em 1987 deu início a seu mais importante trabalho: o de Embaixatriz da Unicef. Audrey, tendo sido vítima da guerra, sentiu-se em débito com a organização, pois foi o "United Nations Relief and Rehabitation Administration" (que deu origem à UNICEF) que chegou com comida e suprimentos após o término da Segunda Guerra Mundial, salvando sua vida. Ela passaria o ano de 1988 viajando, viagens estas que foram facilitadas por seu domínio de línguas (Audrey falava fluentemente francês, italiano, inglês, neerlandês e espanhol).

 

Em 1989 faria uma participação especial como um anjo em Além da eternidade. Este seria seu último filme. Audrey passaria seus últimos anos em incansáveis missões pela Unicef, visitando países, dando palestras e promovendo concertos com causas.

Audrey estrelando  um anjo em Além da eternidade, seu ultimo filme    
  Em 1993 foi diagnosticada com câncer de apêndice, que espalhou-se para o cólon. Faleceu às 7 horas da noite de 20 de janeiro de 1993, aos 63 anos. Encontra-se sepultada no Cemitério Tolochenaz, Tolochenaz, Vaud na Suiça.   

Mesmo após sua morte, o trabalho de Audrey continuou:  Em 1994, o Fundo das Audrey Hepburn Children's foi criado por filhos de Audrey, Sean e Luca, e companheiro de longa data, Robby Wolders, para continuar seu trabalho como Embaixadora da Boa Vontade da UNICEF Internacional. A missão do fundo é apoiar muitas organizações, tanto nos Estados Unidos,e no estrangeiro, que trabalha para ajudar crianças carentes ao redor do mundo.  

Audrey e o diretor William Wyler que foram grandes amigos por toda a vida de Audrey
Audrey e Gregory Peck se tornaram amigos durante a filmagem de A princesa e o Plebeu e o foram durante toda a vida de Audrey
Audrey e Sean, 1961.
Audrey e seu pai na Irlanda em 1964
 


 Audrey Hepburn é incrivelmente linda, estremamente talentosa, absolutamente humana e solidária. Eu me apaixonei por ela ao ver "Bonequinha de Luxo" que se tornou meu filme preferido e ela, minha atriz preferida, pois ela passa um encanto e delicadeza espetacular. Além de ser uma grande atriz, foi condecorada com a terceira melhor pelo American Film Institute, é uma enorme pessoa. Lutou por sua vida e pela dos outros durante a II guerra mundial e continuou lutando a vida toda. Por essas e outras milhares de razões, Audrey Hepburn estreia "Pessoas encantadoras"
Você encontrará aqui resenhas dos filmes da Audrey, que são belíssimos e de intenso significado e beleza. Também terá frases inteligentes e sublimes ditar por essa grande mulher em toda a sua vida. 


5 de abril de 2011

Roman Holiday (A princesa e o pebleu)

 No Brasil "A princesa e o Pebleu" 

 Roman Holiday  é um filme estadunidense de 1953, do gênero romance, dirigido por William Wyler e com roteiro baseado em história de Dalton Trumbo. Tem como atores principais os incomparáveis Audrey Hepburn como a Princesa Ann e Gregory Peck como o fotógrafo Joe Bradley.


Uma princesa entediada resolve se divertir anonimamente em Roma.
Lá, ela acaba se envolvendo com um fotógrafo que, inicialmente, pretende se aproveitar da situação para dar um "furo" mas, posteriormente, se apaixona pela jovem e resolve preservá-la.


28 de outubro de 2010

Breakfast at Tiffany's (Bonequinha de Luxo)

No Brasil conhecido como 'Bonequinha de Luxo'
 O filme tem roteiro baseado na obra do célebre escritor Truman Capote. O drama de 1961, se passa na cidade de Nova York e tem como atores principais Audrey Hapburn na pele de Holly Golightly e George Peppard como Paul Varjak. O longa conta com direção de Blake Edwards e o roteiro de George Axelrod.



Uma das melhores atuações femininas que eu já vi. Tudo, mas tudo mesmo, desde o enredo até os outros personagens ficam apagados pela atuação de Audrey Hepburn. Holly Golightly, personagem de Audrey, é uma acompanhante de homens em troca de dinheiro (não a considero uma prostituta, pois em nenhum momento fica clara a relação sexual, ela apenas acompanha em um jantar, em uma festa, conversa e diverte a pessoa) que mora sozinha em seu apartamento tendo como companhia apenas um gato. Holly não faz questão de esconder que gosta da riqueza, mas o mais interessante é que isso não faz dela uma mulher esnobe, pelo contrário, essa característica torna a personagem ainda mais carismática, principalmente depois de descobrirmos que ela tem origem humilde. Outro ponto interessante é o desapego
  material que ela tem, algo estranho se formos pensar em pessoas ricas atualmente. Seu apartamento quase não tem mobília e seus pertences ficam jogados pelo chão. A inocência que ela tem, o que com a sua beleza incomparável, torna a personagem exponencialmente mais interessante. A simplicidade da personagem, que contradiz seu gosto pela riqueza. A personagem foi uma coisinha das mais lindas que já apareceu no cinema. Tudo nela era perfeito: suas roupas, seu cabelo, seu andar, sua voz, sua personalidade, seu jeitinho. Delicada, sozinha, divertida, inteligente, tem um lugar de paz onde vai para se livrar de maus sentimentos, não dar nome ao gato remete a uma recusa ao apego, tenta fugir do comprometimento de qualquer jeito, inocente, doce, confusa...