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26 de dezembro de 2011

 
Dentro de um abraço
voz nenhuma se faz necessária,
está tudo dito.

Martha Medeiros
 
Amor não se pede, não se especifica, não se experimenta em loja, 
como quem diz: ah, este me serviu direitinho!

Martha Medeiros

27 de outubro de 2011


(...)quero ter sensações inéditas até o fim dos meu dias.

 Martha Medeiros

12 de setembro de 2011

"Como Ser Legal" é o nome do livro que o escritor inglês Nick Hornby lançou este ano. Conta a história de um cara que era um chato e que, quando percebe que seu casamento está indo para as cucuias, resolve se transformar num benfeitor, num boa praça: e se torna mais chato ainda.

Todo mundo quer ser legal, e todo mundo se ferra na empreitada. É difícil ser legal o tempo inteiro. A gente consegue ser legal a maior parte do tempo, mas aí faz uma besteira e pronto: tudo o que você fez de bom é imediatamente esquecido e você se torna apenas aquele que fez a grande besteira. Aí você precisa de mais uns dois meses sendo exclusivamente legal para todo mundo esquecer da besteira. E quando eles esquecem, você faz outra, claro.

Mas você é legal. Você é simpático com os amigos, dá sempre uma força quando eles precisam. Você puxa papo com o garçom, abre a porta do elevador para sua vizinha entrar, você acaricia a cabeça das criancinhas, você é fiel à sua namorada, você até empresta seus discos. Você é 24 horas por dia legal, até o momento em que sua mãe pede para você almoçar na casa dela, você vai e diz que o suflê está intragável. Está mesmo. Mas ela diz que você fala isso só para implicar, aí você pede desculpas, aí ela diz que você nunca aparece e quando aparece é para reclamar, aí você diz para ela parar de fazer chantagem emocional e aí ela corre para o quarto chorando e você, que achava que sua mãe já estava na menopausa, descobre que ela ainda sofre de TPM.

Tem hora que é imprescindível chutar o balde. Tem hora que é fundamental deixar a verdade nua e crua vir à tona. Tem hora que você precisa dizer para sua namorada: eu te adoro, mas quero ficar sozinho hoje à noite, qual é o problema? O problema é que ela passa a te odiar. E você passa a achar que não tem vocação pra ser legal o tempo inteiro. E é verdade. Ninguém tem. É cansativo. Desgastante. Já somos legais à beça por tentar. Tem gente que nem isso.

Martha Medeiros

29 de maio de 2011


A mais carinhosa também é a mais bruta
A mais inteligente é ao mesmo tempo a mais sensível.
A mais bonita é ao mesmo tempo a mais emburrada.
A mais esperta é ao mesmo tempo a mais mundo da lua.
A mais bem humorada é também a mais secreta.
A mais velha é ao mesmo tempo a mais moleca.
A mais moça é também a mais madura.
Uma não vive sem a outra
E eu não vivo sem as duas

 
Martha Medeiros

26 de abril de 2011


O que somos de verdade e o que queremos de fato, 
só nós sabemos. Só nós.
 
Martha Medeiros

Votar é obrigatório, mas viver é muito mais.

Martha Medeiros

20 de abril de 2011


Quero e não quero a mesma coisa tantas vezes ao dia, alterno o sim e o não intimamente, 
tenho dúvidas impublicáveis, e ainda assim me visto com sobriedade, 
respondo meus e-mails e não cometo infrações de trânsito, sou confiável, sou uma doida.
 
Martha Medeiros

16 de fevereiro de 2011


Crescer custa, demora, esfola, mas compensa. 
É uma vitória secreta, sem testemunhas. O adversário somos nós mesmos.

Martha Medeiros

Meu egoísmo é revelar só um pedaço do que sou (...)
Tenho dentro de mim um elenco de coadjuvantes que não deixo que brilhem,
 que não dão autógrafos nem saem nas capas de revista. Egoísta..

 Martha Medeiros em Divã

Amar é disparado a coisa mais importante que existe.
 
 Martha Medeiros

13 de fevereiro de 2011


Não consigo imaginar nada mais satisfatório do que amar, 
e mesmo não sabendo o que o amor significa, sei o que representa.
É o que nos faz, no meio de uma multidão, destacar alguém que se torna essencial
para nosso bem-estar
, e o nosso para o dele.
É receber uma atenção exclusiva  e ofertá-la na mesma medida.
Ter uma intimidade milagrosa com a alma de alguém, o corpo de alguém,
e abrir-se para essa mesma pessoa de um jeito que não se conseguiria jamais abrir para si mesmo,
porque só o outro é quem tem a chave desse cofre.

Martha Medeiros

Amar cria raiz, sim. Cria, independentemente de ser verbalizado. 
Basta sentir o amor para que fiquemos dependentes dele, 
uma dependência boa, daquilo que nos faz sentir vivos.
 
Martha Medeiros

7 de fevereiro de 2011


Às vezes, estamos sem rumo, 
mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.
 
Martha Medeiros

5 de fevereiro de 2011


Aí do nada ele surge. Ele. Ele que é diferente de tudo.
Ele que é tudo. Mas tudo não existe. Ele sim. Ele existe.
E gosta de música romantica, de praia, de palavras simples e café na cama.
Ele que é lindo. Vocês estão ouvindo?
LINDO! infinitamente lindo por dentro.
Que tem sonhos molhados, planos no varal e o coração atirado na mala.
Ele que não se parece com nada. Ele que combina comigo.
E não tem medo. Será que estou sonhando?
ELE NÃO TEM MEDO! (...)
E eu sinto que quero estar com ele. Agora.
Quero viver com ele na casa de armário pequeno, ter uma filha
que não se chama Maria e viver de amor. Sem medo.
Sem planos a longo prazo. Vou viver e ser. Vou viver, ser e amar.
Vou viver, ser, escrever e amar. Com ele. Até o fim.

Martha Medeiros

17 de janeiro de 2011

Percepção de solidão


Uma mulher entra no cinema, sozinha. Acomoda-se na última fila. Desliga o celular e espera o início do filme. Enquanto isso, outra mulher entra na mesma sala e se acomoda na quinta fila, sozinha também. O filme começa.
Charada: qual das duas está mais sozinha?
Só uma delas está realmente sozinha: a que não tem um amor, a que não está com a vida preenchida de afetos. Já a outra foi ao cinema sozinha, mas não está só, mesmo numa situação idêntica a da outra mulher. Ela tem uma família, ela tem alguém, ela tem um álibi.
Muitas mulheres já viveram isso - e homens também. Você viaja sozinha, almoça sozinha em restaurantes, mas não se sente só porque é apenas uma contingência do momento - há alguém a sua espera em casa. Esta retaguarda alivia a sensação de solidão. Você está sozinha, não é sozinha.
Então de repente você perde seu amor e sua sensação de solidão muda completamente. Você pode continuar fazendo tudo o que fazia antes - sozinha - mas agora a solidão pesará como nunca pesou. Agora ela não é mais uma opção, é um fardo.
Isso não é nenhuma raridade, acontece às pencas. Nossa percepção de solidão infelizmente ainda depende do nosso status social. Se você tem alguém, você encara a vida sem preconceitos, você expõe-se sem se preocupar com o que pensam os outros, você lida com sua solidão com maturidade e bom humor. No entanto, se você carrega o estigma de solitária, sua solidão triplicará de tamanho, ela não será algo fácil de levar, como uma bolsa. Ela será uma cruz de chumbo. É como se todos pudessem enxergar as ausências que você carrega, como se todos apontassem em sua direção: ela está sozinha no cinema por falta de companhia! Por que ninguém aponta para a outra, que está igualmente sozinha?
Porque ninguém está, de fato, apontando para nenhuma das duas. Quem aponta somos nós mesmos, para nosso próprio umbigo. Somos nós que nos cobramos, somos nós que nos julgamos. Ninguém está sozinho quando curte a própria companhia, porém somos reféns das convenções, e quando estamos sós, nossa solidão parece piscar uma luz vermelha chamando a atenção de todos. Relaxe. A solidão é invisível. Só é percebida por dentro.

Martha Medeiros

Eu me senti conflituada. É uma palavra bonita, mas dói.
Con fli tu a da.

Martha Medeiros

16 de janeiro de 2011


Passei a ocupar meus dias pensando sobre o que, afinal,
é isso que todo mundo enche a boca pra chamar de amor,
como se fosse algo simplificado: defina em meia dúzia de frases, é fácil, querida. É fácil?
Pois a querida não entende como uma palavrinha simples formada por apenas duas vogais e duas consoantes pode absorver um universo de sensações contraditórias, diabólicas, insensatas, incandescentes e intraduzíveis. O que é amor?
Martha Medeiros

2 de janeiro de 2011

Stop!

Mantenha-se atrás da faixa amarela,
não chegue muito perto, não acerque-se de meus traumas, 
não invada meus mistérios, não atrite-se com o meu passado, 
não tente entender nada: 
é proibido tocar no sagrado de cada um.

Martha Medeiros

12 de dezembro de 2010


De vez em quando é necessário a gente se perguntar se dentro de nós é um bom lugar para se viver.
Tenho me perguntado isso...e a resposta é sim,
Sou um bom lugar.

 Martha Medeiros